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A descoberta da ação germicida da radiação UV-C

A radiação ultravioleta é caracterizada por ser uma radiação eletromagnética que possui o comprimento da onda mais curto comparando-se à luz visível e mais longo do que as ondas que constituem os raios-X. 

Este nome foi dado porque suas ondas têm frequências consideradas superiores àquelas que os seres humanos identificam com a cor violeta, ou seja, acima do violeta ou ultravioleta. 

Como já falamos em outras ocasiões, a Radiação UV-C está presente na luz solar e pelo fato de ser ionizada, ocasiona determinadas reações químicas como higienização e desinfecção, além de fazer com que muitas substâncias brilhem ou emitam fluorescência. 

Entretanto, vale destacar que a radiação ultravioleta também pode causar queimaduras solares aos seres vivos, dependendo do tipo de exposição, por isso, assim como os efeitos benéficos, ela pode ser nociva à saúde humana. 

Popularidade

Se você esteve atento às notícias dos últimos dois anos, provavelmente ouviu falar sobre o UV-C, já que o método ganhou bastante visibilidade por ser uma alternativa eficiente no combate a bactérias, germes e vírus, como o coronavírus. 

Especialmente durante a pandemia, a população e a comunidade científica se sentiram mais estimuladas a testar métodos e técnicas em busca de soluções que controlassem a disseminação do vírus. 

No entanto, o que muitas pessoas ainda desconhecem é que a Radiação Ultravioleta tem sido utilizada há séculos em procedimentos de higienização e esterilização. Para se ter uma ideia, sua descoberta está relacionada com a observação do escurecimento dos sais de prata quando expostos à luz do sol. 

No ano de 1801, o alemão Johann Wilhelm Ritter registrou que os raios invisíveis acima do limite superior do espectro visível funcionavam de forma eficiente para escurecer papel ensopado em cloreto de prata, por isso os chamou de “raios desoxidantes”, enfatizando sua reatividade química e os diferenciando dos raios de calor (ou infravermelhos) na outra ponta do espectro visível. 

Antes de ter a nomenclatura UV-C, esses raios eram chamados no século XIX de Raios Químicos. Mas, no ano de 1893, a descoberta da radiação UV abaixo dos 200 nm, chamada ultravioleta de vácuo por ser muito absorvível pelo ar atmosférico, foi feita pelo físico alemão Victor Schumman.

A primeira vez que a Radiação UV-C foi reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) foi no ano de 1999, com a publicação de um guia que reunia para o método no controle da disseminação da tuberculose. 

Somente em 2003, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) sancionou formalmente o uso do UV-C em hospitais do País e, a partir desse marco, o método passou a ter mais validação pelos órgãos de saúde de referência.

Leia também “Entenda como os raios UV matam o Coronavírus e a Influenza”.

Cuidados

Independente da utilização, a OMS recomenda que, durante a aplicação da Radiação UV-C, não exista presença humana próxima aos equipamentos que possuem a tecnologia, visto que, como citamos, os raios podem ser nocivos à saúde dos seres vivos, causando irritação, alergias e até mesmo queimaduras nos olhos e na pele.  

Para evitar acidentes, a maioria dos equipamentos que possuem UV-C permitem o acionamento remoto para garantir segurança das pessoas ou possuem uma trava de segurança que detecta a presença humana, fazendo com que o equipamento não funcione, como é o caso dos produtos comercializados pela 59S.

Caso você ainda não saiba, a 59S trabalha com uma linha completa de equipamentos que utilizam o UV-C e tem como intuito desinfetar ambientes, objetos e superfícies, deixando-os livres de vírus, bactérias, germes e outros tipos de microrganismos. 

Caso tenha interesse em aplicar nossas soluções em seu negócio ou domicilio, entre em contato conosco! Garantimos uma solução apropriada para cada necessidade com os devidos estudos e protocolos de uso.

 

Referências

https://enetec.unb.br/blog/a-historia-da-radiacao-uvc-e-seu-poder-germicida/ 

http://www.explicatorium.com/biografias/johann-ritter.html